Os membros da Executiva estadual do PL afirmam que a prioridade continua sendo persuadir Cleitinho a entrar na disputa pelo governo estadual. Neste contexto, o partido trabalha com a estratégia de homologar apenas as candidaturas que forem apresentadas durante a convenção, deixando a definição da chapa majoritária para o limite do prazo, que se encerra em cinco de agosto.
A situação se torna ainda mais delicada pelo momento pessoal que Cleitinho enfrenta. Recentemente, ele perdeu seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, que faleceu em decorrência de leucemia. A perda afetou a disposição do senador em tomar decisões políticas, e o partido decidiu respeitar o seu tempo de luto, evitando pressioná-lo a anunciar sua candidatura. Cleitinho tem afirmado que está “sem cabeça” para se dedicar à política neste momento.
Nesse sentido, a indefinição em Minas Gerais tornou-se uma das principais barreiras para Flávio Bolsonaro em sua tentativa de consolidar alianças em todo o país. Desde o início das tratativas, Minas é visto como um estado estratégico. O PL tinha apostado em construir uma chapa liderada por Cleitinho, que se mostra favorável nas pesquisas de intenção de voto. Contudo, com os sinais de que Cleitinho pode não se candidatar, o partido começou a explorar alternativas, como a possibilidade de Flávio Roscoe, ex-líder da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), ocupar a posição de candidato governamental com Cleitinho na vice, ou vice-versa.
Contrastando com o impasse do PL, o Partido dos Trabalhadores (PT) já confirmou a candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas, encerrando longos meses de negociações e garantindo uma posição sólida no estado. Este contraste ilustra as dificuldades mais amplas que o PL e os Republicanos enfrentam para montar suas chapas estaduais. Embora busquem consolidar uma aliança nacional em torno da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, os desentendimentos regionais dificultam a construção de uma estratégia coesa. Além de Minas, o PL e os Republicanos permanecem em desacordo em outros estados, como Mato Grosso e Roraima, onde a composição das chapas ainda é uma incógnita. A continuidade dessa indefinição pode impactar diretamente na viabilidade do apoio nacional que dependem da resolução dessas pendências estaduais.





