O Ministério da Saúde destaca a importância de verificar a caderneta de vacinação ou utilizar o aplicativo Meu SUS Digital para checar a situação vacinal. Caso haja a confirmação de que o jovem não recebeu a vacina, é recomendado procurar uma Unidade Básica de Saúde ou outro ponto de vacinação credenciado pelo SUS para realizar a imunização.
Tradicionalmente, a vacina é aplicada em dose única para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, período em que a resposta imunológica é mais eficaz. O objetivo é proporcionar proteção antes do possível contato com o vírus. A HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo, apresentando mais de 200 tipos, dos quais alguns podem causar verrugas anogenitais e outros estão ligados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, como os de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe.
O SUS disponibiliza a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6 e 11, responsáveis pelas verrugas anogenitais, além dos tipos 16 e 18, associados a muitos dos cânceres relacionados ao HPV. Embora a infecção geralmente não apresente sintomas visíveis, ela pode ser eliminada pelo organismo em até dois anos, mas também pode permanecer latente, sem se manifestar por um longo período. Assim, é fundamental que lesões ou alterações nas áreas genital, anal ou oral sejam avaliadas por profissionais de saúde.
Vale ressaltar que, apesar do uso de preservativos ser uma estratégia eficaz para reduzir o risco de transmissão do HPV, ele não é uma proteção completa, pois o vírus pode estar presente em áreas não cobertas. Portanto, a vacinação é considerada a principal forma de prevenção. Além disso, a imunização não substitui o rastreamento regular para o câncer de colo do útero. Exames como o Papanicolau são essenciais para identificar alterações celulares que podem reverter à doença. O SUS também está implementando o teste molecular de DNA-HPV, que busca detectar tipos de vírus com potencial cancerígeno, com previsão de estar disponível em toda a rede pública até 2026.
Quanto à cobertura vacinal, o Ministério da Saúde estipula uma meta de 90% para o público-alvo, seguindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) na luta pela eliminação do câncer de colo do útero. Dados mais recentes indicam que a cobertura vacinal alcançou 86,22% entre meninas e 74,55% entre meninos na faixa etária de 9 a 14 anos.
Para garantir a saúde e proteção contra o HPV, os jovens de 15 a 19 anos têm até o final de 2026 para se vacinar gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e outros pontos de vacinação do SUS. É um momento crucial para que a população busque informações e tome a iniciativa de se proteger.
