Antes da implementação do SAMU Indígena, o tempo de espera entre o acionamento e a chegada da equipe de saúde era de 15 minutos, passando agora para apenas seis minutos. Isso significa que o atendimento inicial pode ser realizado com muito mais rapidez, especialmente em situações críticas como AVC, traumas graves e insuficiência respiratória.
Com uma equipe própria dedicada aos atendimentos nas aldeias, o projeto está aproximando os serviços de saúde das comunidades indígenas e facilitando a comunicação entre profissionais e pacientes. Dos 14 profissionais envolvidos, metade é formada por indígenas que conhecem bem a região e a cultura local, falando fluentemente a língua guarani.
O enfermeiro indígena Everton Nunes Pontes ressalta a importância da presença de profissionais nativos na equipe, o que contribui para uma abordagem mais inclusiva e eficaz. Além disso, a Secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destaca a humanização do atendimento proporcionada pela integração entre o SAMU Indígena e as aldeias.
O funcionamento do SAMU Indígena segue o mesmo padrão do serviço convencional, com o acionamento feito através do número 192. Após o atendimento inicial, caso necessário, os pacientes podem ser encaminhados para unidades de saúde especializadas na região. Além disso, a presença de duas Unidades Básicas de Saúde Indígena na reserva de Dourados reforça o compromisso com a saúde e bem-estar da população local.
Com mais de 2,4 mil ocorrências registradas desde sua implementação, o SAMU Indígena se mostra fundamental para garantir um atendimento de qualidade e ágil às comunidades indígenas de Dourados. A integração entre profissionais de saúde e população nativa tem sido essencial para o sucesso do projeto, que pode servir como referência para iniciativas semelhantes em outras regiões do país.




