Entre as medidas propostas estão a autodefesa coletiva, cuidados com a saúde mental, acolhimento comunitário, regularização fundiária e a proteção de mulheres quilombolas que se encontram sob ameaça. O plano foi desenvolvido levando em consideração as situações de violência de gênero, ameaças e conflitos territoriais enfrentados por mulheres que atuam na defesa de suas comunidades.
A iniciativa foi apresentada aos ministérios da Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania, e das Mulheres, com o objetivo de estabelecer parcerias e promover discussões técnicas sobre o tema. A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou a importância da articulação entre diferentes áreas do poder público para garantir a proteção das mulheres quilombolas, enfatizando que a promoção da igualdade racial é uma pauta transversal que necessita do envolvimento de todas as esferas governamentais.
Além do plano, a CONAQ também apresentou o documentário Cafuné, que retrata a atuação de lideranças quilombolas na defesa de seus territórios diante de ameaças, perseguições e conflitos agrários. O filme faz parte das iniciativas relacionadas ao plano e servirá como subsídio para as discussões das propostas apresentadas.
A proposta da CONAQ mostra a importância de políticas específicas e direcionadas para a proteção e o autocuidado das mulheres quilombolas, contribuindo para o fortalecimento da luta pela igualdade racial e pela defesa dos direitos das comunidades quilombolas.




