Collinson argumenta que a opinião pública americana está predominantemente contrária à continuidade das hostilidades contra o Irã, e isso torna a vitória política de Trump nesse embate bastante improvável. O presidente, portanto, enfrentaria um nível ainda maior de oposição caso as tensões na região se intensificassem. Essa adversidade política não só limitou as opções de Trump, como também tornou complicado para ele apresentar um acordo de paz como uma conquista viável diante de seus críticos.
Além disso, suas afirmações sobre o avanço de um acordo têm sido recebidas com ceticismo, tanto por democratas quanto por conservadores, que se alinham a uma postura mais rigorosa em relação ao Irã. Há a impressão de que qualquer acordo que o presidente venha a aceitar pode ser visto como insuficiente ou até mesmo desfavorável para os interesses americanos, um golpe significativo na sua já fragilizada imagem política.
Recentemente, Trump divulgou que um esboço de acordo havia sido elaborado e mencionou ter dialogado com líderes de vários países da região, incluindo Bahrein, Egito e Arábia Saudita. Essas conversações indicam uma tentativa de mobilizar o apoio internacional para garantir um futuro acordo, mas o impacto real dessas tratativas ainda é incerto e depende de uma série de fatores, tanto internos quanto externos.
Em suma, o caminho para um acordo de paz no Oriente Médio parece estar repleto de desafios, com a balança de poder favorecendo, em muitos aspectos, uma posição mais forte do Irã. A habilidade dos Estados Unidos para negociar um acordo favorável e, ao mesmo tempo, manter a paz na região permanecerá como um teste significativo para a administração de Trump.
