Com mais de cinco décadas de existência, o TNP tem o objetivo de garantir que o uso de material nuclear seja exclusivamente pacífico e não se desvie para fins militares. O presidente da AIEA analisou que a grave situação atual é exacerbada por conflitos que ressurgiram na Europa e no Oriente Médio, os quais têm pressionado os mecanismos multilaterais responsáveis pela segurança e pela paz mundial.
O TNP, em vigor desde 1970, conta atualmente com 191 países signatários, incluindo cinco potências nucleares reconhecidas: Rússia, Estados Unidos, China, França e Reino Unido. O panorama, no entanto, se complica com a recente expiração do tratado Novo START, um importante acordo entre Rússia e Estados Unidos que regulamentava a quantidade de armas nucleares estratégicas dessas nações. Embora o presidente russo, Vladimir Putin, tenha manifestado interesse em respeitar as limitações do tratado por mais um ano, a falta de resposta dos Estados Unidos mantém a situação na corda bamba.
Grossi observou que a atual dinâmica no cenário nuclear é marcada por um crescente número de atores envolvidos e riscos elevados, gerando um “impasse precário”. O ambiente de insegurança e incerteza que permeia as relações internacionais é, segundo ele, mais complexo do que nunca e exige atenção urgente das comunidades internacionais. Se não forem adotadas medidas efetivas de controle e diálogo, o mundo poderá se ver diante de uma catástrofe nuclear sem precedentes, uma realidade que não pode ser ignorada.
Diante deste quadro, a mensagem de Grossi serve como um chamado à ação para líderes globais e cidadãos. A estabilidade nuclear é um objetivo coletivo, que requer uma abordagem colaborativa e estruturada, além de um compromisso inabalável com os tratados que visam proteger o futuro da humanidade.







