Em comunicado oficial, a instituição ressaltou a diversidade de modelos curatoriais adotados em edições recentes, que variaram de curatoriais-chefes internacionais a formatos colaborativos. Essa mudança de foco pretende equilibrar diferentes perspectivas, alternando entre vozes externas e aquelas profundamente enraizadas na cultura brasileira. A designação de Carneiro e Fonseca simboliza um retorno às tradições curatoriais brasileiras, projetadas em diálogo com questões contemporâneas e com as conversas que ocorrem em circuitos internacionais.
Nos últimos anos, a Bienal se destacou por seus formatos inovadores. Na última edição, intitulada “Chão da Vida”, o curador principal foi o camaronês radicado na Alemanha Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, auxiliado por uma equipe diversificada com especialistas de diferentes origens. Edições anteriores seguiram por caminhos igualmente experimentais, incluindo uma estrutura horizontal na 34ª Bienal, que contou com a participação de curadores de distintas nacionalidades, e um modelo no qual artistas atuaram como curadores na 32ª edição.
Amanda Carneiro, que desde 2018 desempenha um papel crucial no MASP, traz uma riqueza de experiências significativas à nova Bienal. Ela foi responsável por exposições de artistas renomados e atuou como organizadora de eventos de grande relevância, como a 60ª Bienal de Arte de Veneza. Por outro lado, Raphael Fonseca, atualmente residente em Portugal, é o curador de artes visuais da Culturgest e tem uma vasta experiência em curadorias internacionais, tendo colaborado com instituições prestigiosas nos EUA e sido curador-chefe da Bienal do Mercosul.
Com a 37ª Bienal de São Paulo programada para o segundo semestre de 2027, o projeto curatorial desenvolvido por Carneiro e Fonseca será revelado ainda este ano, prometendo um evento que não apenas celebra a arte brasileira, mas também a coloca em diálogo com as questões globais contemporâneas. A expectativa é alta em torno dessa nova fase, que reforça a necessidade de uma voz curatorial profundamente conectada com as realidades locais, ao mesmo tempo em que dialoga com o mundo.







