Antonio Tajani, vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Itália, afirmou que a proposta foi definitivamente rejeitada e que o diálogo continuará em uma futura reunião ministerial marcada para 11 de maio. Ele destacou que, embora a Itália tenha suspendido recentemente um memorando de defesa com Israel, as ações punitivas contra o governo israelense não devem impactar a população civil. Tajani frisou que a posição italiana difere da espanhola, considerando que a abordagem dos espanhóis não é a mais acertada. Ele defendeu ainda a ideia de que as sanções deveriam ser direcionadas aos colonos envolvidos em atos de violência contra palestinos.
O chanceler alemão, Johann Wadephul, também se opôs ao pedido e classificou a proposta como inadequada. Ele enfatizou a necessidade de um “diálogo crítico e construtivo” com Israel, enquanto cobrava do governo de Benjamin Netanyahu ações eficazes para coibir a violência dos colonos judeus e evitar a anexação da Cisjordânia.
Em contraposição, José Manuel Albares, ministro das Relações Exteriores da Espanha, clamou por uma resposta mais contundente da UE. Para ele, a União Europeia deve enviar uma “mensagem forte” a Israel, ressaltando que as relações com os vizinhos não podem se basear apenas em confrontos. Sua colega irlandesa, Helen McEntee, acrescentou que a “credibilidade” do bloco europeu está em jogo e reforçou a urgência de uma ação decisiva.
Essa divisão nas posturas dos Estados-membros da UE reflete um endurecimento nas relações com Israel, intensificado por recentes eventos de violência em Gaza e a nova invasão israelense do Líbano. Propostas para penalizações, como a suspensão de relações comerciais ou sanções direcionadas a ministros israelenses, já haviam sido sugeridas pela Comissão Europeia, mas, até o momento, carecem de apoio substancial entre os membros da União.
