O objetivo da ação judicial, que se origina em um acordo firmado entre a VID Music Group e a AFA, é responsabilizar a entidade e, indiretamente, Messi, pela ausência do jogador em uma partida programada para outubro de 2025. De acordo com Patino, o contrato estabelecia que Messi deveria participar ativamente de quatro partidas – duas em outubro e duas em junho – e jogar pelo menos 30 minutos em cada uma delas.
O advogado destacou que a falta de Messi na primeira partida, que ocorreu contra a Venezuela, é o principal motivo para a ação. “O contrato incluía cláusulas que especificavam as consequências de sua ausência”, explicou. Para Patino, a responsabilidade financeira da AFA e a notoriedade de Messi no cenário esportivo não podem ser dissociadas. Ele apontou que, apesar de Messi não ter assinado diretamente o contrato entre a AFA e a VID, ele tem consciência de suas obrigações, dado que recebe pagamento da AFA para atuar.
Assim, segundo a perspectiva do advogado, Messi deveria saber das implicações de sua falta. “Dada a sua remuneração e participação nos treinos, o Sr. Messi é cúmplice da situação”, afirmou, argumentando que a defesa dos direitos contratuais implica em reconhecer que ele tinha conhecimento de seu compromisso.
Num cenário mais amplo, a VID Music Group adquiriu os direitos de promover os jogos da equipe argentina pela soma de 3,5 milhões de dólares por partida em outubro, montante que aumenta para 5 milhões de dólares em junho. Essa é a primeira ação desse tipo movida contra a AFA nos Estados Unidos, marcando um precedente no futebol internacional.
A situação se torna ainda mais intrigante à medida que a comunidade esportiva observa a evolução deste caso, que não apenas questiona o gerenciamento esportivo, mas também provoca discussões sobre as obrigações e responsabilidades de astros do esporte em compromissos contratuais.
