Advogado Acusa Messi de Ser Cúmplice em Quebra de Contrato com a AFA em Ação Judicial Milionária

Recentemente, o advogado Ralph Patino, representante da VID Music Group, fez declarações impactantes a respeito do astro do futebol, Lionel Messi, em uma coletiva de imprensa em Miami. Patino anunciou que Messi pode ser considerado cúmplice da Associação do Futebol Argentino (AFA) em um litígio multimilionário que gira em torno de uma suposta quebra de contrato.

O objetivo da ação judicial, que se origina em um acordo firmado entre a VID Music Group e a AFA, é responsabilizar a entidade e, indiretamente, Messi, pela ausência do jogador em uma partida programada para outubro de 2025. De acordo com Patino, o contrato estabelecia que Messi deveria participar ativamente de quatro partidas – duas em outubro e duas em junho – e jogar pelo menos 30 minutos em cada uma delas.

O advogado destacou que a falta de Messi na primeira partida, que ocorreu contra a Venezuela, é o principal motivo para a ação. “O contrato incluía cláusulas que especificavam as consequências de sua ausência”, explicou. Para Patino, a responsabilidade financeira da AFA e a notoriedade de Messi no cenário esportivo não podem ser dissociadas. Ele apontou que, apesar de Messi não ter assinado diretamente o contrato entre a AFA e a VID, ele tem consciência de suas obrigações, dado que recebe pagamento da AFA para atuar.

Assim, segundo a perspectiva do advogado, Messi deveria saber das implicações de sua falta. “Dada a sua remuneração e participação nos treinos, o Sr. Messi é cúmplice da situação”, afirmou, argumentando que a defesa dos direitos contratuais implica em reconhecer que ele tinha conhecimento de seu compromisso.

Num cenário mais amplo, a VID Music Group adquiriu os direitos de promover os jogos da equipe argentina pela soma de 3,5 milhões de dólares por partida em outubro, montante que aumenta para 5 milhões de dólares em junho. Essa é a primeira ação desse tipo movida contra a AFA nos Estados Unidos, marcando um precedente no futebol internacional.

A situação se torna ainda mais intrigante à medida que a comunidade esportiva observa a evolução deste caso, que não apenas questiona o gerenciamento esportivo, mas também provoca discussões sobre as obrigações e responsabilidades de astros do esporte em compromissos contratuais.

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