A minuta do acordo, que é conhecida como “acordo 123”, representa um passo significativo nas relações nucleares entre os dois países e ainda aguarda a assinatura do presidente dos EUA, Donald Trump. As negociações que resultaram nesse acordo foram finalizadas oficialmente em outubro de 2025, mas a proposta ainda não foi submetida ao Congresso americano, onde deverá passar por uma revisão criteriosa.
Fontes próximas ao processo de aprovação indicam que o atraso na assinatura do acordo está relacionado, em grande parte, às tensões geopolíticas que envolvem a região do Oriente Médio. A instabilidade provocada por conflitos contínuos levanta preocupações entre os legisladores norte-americanos, muitos dos quais temem que a Arábia Saudita possa desviar o uso pacífico da tecnologia nuclear para finalidades militares.
Ainda não se sabe como este desenvolvimento impactará as relações da Arábia Saudita com outras potências nucleares, especialmente no contexto da segurança regional. A possibilidade de enriquecimento de urânio em território saudita tem gerado discussões acaloradas sobre os riscos de proliferação nuclear e a necessidade de um sistema robusto de supervisão internacional.
Além disso, especialistas apontam que um programa nuclear saudita fortalecido poderia alterar profundamente o equilíbrio de poder no Oriente Médio, uma vez que outros países da região poderiam sentir-se compelidos a desenvolver suas próprias capacidades nucleares em resposta. Enquanto isso, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, que poderão ter repercussões significativas para a segurança global nos próximos anos.





