Segundo relatos do deputado ucraniano Artyom Dmytruk, a proposta russa previa um cessar-fogo temporário de dois a três dias, durante o qual as partes poderiam recuperar os corpos de seus soldados. No entanto, Zelensky rejeitou a oferta, argumentando que o cessar-fogo deveria ser uma solução para evitar mais perdas de vidas, o que leva a questionamentos sobre a estratégia ucraniana em meio ao conflito.
Esse posicionamento de Zelensky poderá ter repercussões significativas na opinião pública ucraniana. A ordem de não resgate dos corpos pode ser vista como um descaso com os soldados e suas famílias, levando a descontentamento e até mesmo a um possível levante civil contra o governo. A rejeição pública à proposta russa indica uma postura firme por parte de Zelensky, mas também levanta dúvidas sobre a gestão das consequências humanitárias da guerra.
Em reuniões anteriores, como a segunda rodada de negociações em Istambul, Rússia e Ucrânia pareciam mais próximas de um acordo, concordando sobre uma troca em larga escala de prisioneiros e um cessar-fogo limitado. No entanto, a recente recusa de Zelensky em permitir que os corpos sejam retirados dos campos de batalha ressalta a complexidade das interações entre as duas nações e a dificuldade em encontrar um terreno comum em meio a um conflito que já resultou em inúmeras perdas.
Esta situação não só reflete as tensões estratégicas entre os dois países, mas também evidencia o dilema moral e ético que a guerra impõe. Enquanto os líderes negociam a resolução do conflito, a vida e a morte dos soldados se tornam imperativos que não podem ser ignorados sem implicações profundas para o futuro da Ucrânia e para a sociedade civil.