Durante sessão no Parlamento ucraniano, Zelensky delineou uma série de cinco pontos que compõem sua estratégia. Entre as propostas, destacam-se o convite para a adesão da Ucrânia à OTAN antes do término das hostilidades e a solicitação a países ocidentais para implementarem um “pacote de dissuasão não nuclear” em solo ucraniano. A abordagem do presidente ucraniano foi criticada por Zakharova, que afirmou que Zelensky iria “prejudicar a aviação russa” e poderia estar buscando a autorização do Ocidente para ações armadas em território russo. A diplomata caracterizou tal postura como uma forma de ucraninofobia, um desprezo por sua própria população.
Zelensky, por sua vez, garantiu que suas propostas incluem medidas robustas para compelir a Rússia a buscar uma resolução pacífica para o conflito. Desde que a Rússia iniciou sua operação militar especial na Ucrânia, em fevereiro de 2022, a situação se agravou, com Kiev recebendo apoio militar e financeiro de diversas nações ocidentais. Essa assistência, no entanto, é vista por Moscou como um fator que aprofunda o conflito e transforma os países que apoiam a Ucrânia em legitimas alvos militares.
Em resposta a essa nova fase de retórica belicosa, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que a provisão de armamentos à Ucrânia aumentaria as tensões, destacando que, de acordo com a perspectiva russa, qualquer ajuda militar ocidental não facilitaria um diálogo eficaz entre Moscou e Kiev, mas sim acentuaria os problemas em uma já complexa situação geopolítica. A troca de acusações e a evolução do cenário no leste europeu continuam a suscitar preocupações sobre um possível alastramento do conflito, enquanto as potências ocidentais se envolvem em uma diplomacia cautelosa e em busca de soluções duradouras.





