O levantamento também revela uma divisão notável nas opiniões, especialmente em função das intenções de voto. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 61% apoiam a ideia de tratar adolescentes infratores com rigor, enquanto 37% ainda preferem a reeducação. Por outro lado, entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro, o apoio à punição adulta eleva-se para 81%, com somente 17% defendendo opções de reabilitação.
Além dessa questão, outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores é a opinião sobre o uso de drogas, com 85% dos brasileiros reafirmando que este deve ser proibido, com base na crença de que toda a sociedade sofre as consequências do consumo de substâncias. Apenas 13% consideraram que a responsabilidade deveria ser do usuário, reforçando uma visão coletiva acerca do problema.
Este estudo, que ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios ao longo de junho de 2026, indica um cenário estável em relação a outras pesquisas anteriores. A falta de mudança significativa nos números sugere que, mesmo com as discussões sobre políticas de drogas e criminalidade juvenil, os índices permanecem dentro da margem de erro, o que aponta para uma continuidade de posições conservadoras em setores da sociedade.
Os dados apresentados neste estudo refletem não apenas uma preocupação crescente com a criminalidade juvenil, mas também uma tendência a buscar soluções mais rigorosas em resposta a problemas sociais complexos. Essa busca por punições mais severas, associada à manutenção de políticas antidrogas, revela um contexto onde a segurança pública e a percepção de risco continuam a moldar as opiniões da sociedade brasileira.





