O ex-atacante não se limitou apenas a uma crítica superficial; ele aprofundou sua análise, apontando que o Brasil perdeu uma significativa qualidade técnica ao longo dos anos. Para ele, é essencial que os jovens talentos tenham espaço para se expressar nos clubes, destacando uma aparente escassez de jogadores habilidosos. “Assistiram ao jogo Brasil x Noruega? Isso é desolador”, fez referência Djorkaeff ao jogo que, segundo ele, exemplificou a falta de criatividade e técnica do time.
Em seu discurso, Djorkaeff também levantou a questão da posse de bola, que segundo ele, é cada vez mais escassa entre os jogadores brasileiros. “Onde estão os jogadores técnicos? Não venham me dizer que o Paquetá ou outros são a resposta. Isso é um absurdo”, ressaltou, enfatizando que a verdadeira qualidade se reflete na habilidade de dominar a bola e fazer boas jogadas.
Uma das jogadas que mais chamou sua atenção foi a chance perdida pelo jovem Endrick, que teve uma oportunidade clara aos 14 minutos do segundo tempo. Djorkaeff lamentou que a jogada tenha sido mal executada. “Endrick apenas empurrou a bola, mesmo estando sozinho diante do goleiro. Se fosse o Ronaldo Fenômeno, ele teria feito um drible desconcertante e marcado facilmente”, comentou, com um olhar nostálgico sobre as habilidades que marcaram uma era de ouro do futebol brasileiro.
Essas declarações de Djorkaeff refletem uma preocupação maior com a evolução do futebol nacional e um forte desejo de ver o Brasil retornar às suas raízes, onde a técnica e a criatividade eram o centro das atenções.
