Consumo nos Supermercados Cresce 2,23% em Maio, Impulsionado pelo Dia das Mães e Copa do Mundo, Apesar de Aumento na Cesta Básica e Riscos Climáticos.

As vendas nos supermercados do Brasil apresentaram um crescimento significativo de 2,23% em maio, em comparação ao mês anterior. Esse aumento, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), reflete não apenas uma recuperação nas compras após períodos de estagnação, mas também uma melhora no custo da cesta básica. Essa melhoria foi impulsionada principalmente por itens essenciais como feijão, leite e hortifrúti, mesmo em um período tipicamente marcado pela entressafra.

Os projections para o curto prazo indicam que os preços devem permanecer relativamente estáveis, beneficiados pela proximidade da Copa do Mundo, que promete impulsionar as vendas ao longo de junho. Marcio Milan, vice-presidente da Abras, destacou que eventos comemorativos como o Dia das Mães contribuíram para um acréscimo de 9,5% nas vendas durante a semana festiva em comparação ao mesmo período do ano passado.

O torneio esportivo, que começou em junho e se estenderá até o dia 19 do mesmo mês, já teve efeitos observáveis nas vendas de produtos típicos relacionados a essas ocasiões, como bebidas e petiscos. O presidente da entidade ressaltou que, mesmo com a eliminação da seleção brasileira, a Copa do Mundo continua a criar um ambiente propício para o consumo.

Entretanto, a atenção do setor está voltada para o impacto potencial do fenômeno climáticos, particularmente o El Niño, que pode influenciar os preços e a produção agrícola na segunda metade do ano. Além disso, a volatilidade do mercado global de petróleo, exacerbada por tensões internacionais, tem gerado incertezas que podem afetar toda a cadeia de abastecimento.

Em relação ao comportamento recente da cesta básica, observou-se uma alta média de 2,16% entre abril e maio, elevando o custo de 836,80 reais para 854,91 reais. Vale mencionar que os produtos hortifrutigranjeiros, especialmente, têm enfrentado variações acentuadas. Por exemplo, o preço da batata disparou 44,69% em maio, refletindo não apenas as oscilações sazonais, mas também as condições climáticas desfavoráveis.

O Nordeste teve a maior variação de preços da cesta de 35 produtos, com um aumento de 2,79%, embora o custo médio na região continue sendo o mais baixo do país, com preço de R$ 772,51. No que diz respeito a itens básicos, um levantamento específico indicou que o custo da cesta subiu 0,81%, influenciado principalmente pelas oscilações nos preços da carne, arroz e feijão, apesar de algumas reduções em produtos como açúcar e óleos. A dinâmica do mercado de alimentos, portanto, continua a ser um fator crucial a ser monitorado por consumidores e especialistas.

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