Thiago Maffra, CEO da XP, reiterou que o objetivo da empresa não é alcançar milhões de clientes, mas sim solidificar sua posição como uma solução abrangente para a gestão financeira de seus usuários. Desde que obteve sua licença bancária em 2020, a XP tem trabalhado para estabelecer operações tanto no varejo quanto no atacado, ampliando seu escopo além da área de investimentos.
Em números, a XP teve uma receita impressionante de R$ 19 bilhões em 2025, sendo a maior parte proveniente de sua área de investimentos, seguida de setores relacionados a serviços de atacado e cross-sell. José Berenguer, CEO do Banco XP, comentou sobre a evolução da empresa, mencionando que, no início, a atuação era voltada exclusivamente para clientes de varejo, mas agora as pequenas e médias empresas (PMEs) estão se tornando uma parte significativa da estratégia.
Recentemente, a XP lançou uma nova maquininha de pagamentos e um cartão de crédito direcionados especificamente para PMEs, uma vez que este segmento deve ser vital para a expansão do banco. O lançamento ocorreu em meio a um cenário de transformações no mercado, impulsionadas por novas tecnologias como o Pix e o Open Finance. Segundo Berenguer, a ideia é lançar produtos que atendam a esse público em um momento de inovação.
Além das inovações já apresentadas, a XP também está planejando um novo segmento de financiamento ao comércio, embora essa operação ainda esteja em fase inicial de estruturação. Nos próximos anos, a empresa pretende aprofundar a segmentação de seus clientes, mantendo o foco nos investidores no segmento de pessoas físicas e atendendo empresas que buscam não apenas investimentos, mas também crédito e outros serviços financeiros. Assim, a XP reafirma seu compromisso em oferecer soluções financeiras adequadas às necessidades de sua clientela, sem entrar diretamente na competição com o crescente número de neobancos.





