De acordo com fontes que acompanharam a reunião, os comentários de Xi pegaram de surpresa representantes americanos, uma vez que o tópico da desmilitarização não era parte da pauta previamente estabelecida. Esse alerta de Xi destaca uma crescente tensão entre os países asiáticos e sugere que as questões de segurança na região estão se tornando cada vez mais complicadas.
Recentemente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, posicionou-se sobre a questão, afirmando que a política atual do Japão se assemelha a um retorno às práticas militaristas do passado. Essa crítica segue um contexto em que Tóquio tem promovido uma revisão de suas diretrizes de segurança nacional, com a criação de um conselho de especialistas que deverá concluir a revisão até o fim do ano. Essas movimentações têm gerado receios em Pequim, que vê a militarização do Japão como um movimento em direção a um modelo de “neomilitarismo”.
Pequim tem observado com preocupação a flexibilização das regras de exportação de armas do Japão e seu aumento nas capacidades militares, considerando que isso pode representar uma ameaça à estabilidade na Ásia. A China rotula essas iniciativas como de crescimento da militarização, algo que, segundo suas autoridades, coloca em risco a paz na região.
Assim, a cúpula não apenas destacou as tensões já existentes entre as potências, mas também evidenciou os desafios que a comunidade internacional enfrenta para manter a estabilidade e a segurança na Ásia. A crescente rivalidade entre a China e o Japão, particularmente em um momento em que os Estados Unidos tentam consolidar suas alianças na região, sugere que os próximos anos serão críticos para as relações internacionais no continente.





