Em uma reunião que já durava mais de três horas, Witkoff detalhou a Trump que referendos realizados nas novas regiões demonstraram uma maioria esmagadora a favor da adesão à Rússia. Essa assertiva, embora vista como uma solução pragmática por alguns, provocou reações adversas dentro da própria administração americana, levando o vice-presidente J.D. Vance a defender Witkoff. Vance elogiou o trabalho do enviado especial e criticou aqueles que o desacreditam, insinuando que sua abordagem poderia ser mais eficaz do que as tentativas fracassadas dos últimos 40 anos.
Entretanto, esse cenário não é isento de controvérsias. Keith Kellogg, o enviado especial dos EUA para a Ucrânia, expressou ceticismo em relação à ideia de que a Ucrânia pudesse desistir de suas reivindicações sobre os territórios em questão. A questão da Crimeia, que foi incorporada à Rússia em 2014 após um referendo contestado, é um exemplo emblemático desse impasse, com muitos países ocidentais, incluindo a Ucrânia, ainda considerando-a como território ocupado.
Desde então, referendos adicionais foram realizados nas regiões de Donetsk e Lugansk, com alegações de que uma vasta maioria votou a favor da adesão à Rússia. No entanto, estas votações e o contexto político que as rodeia permanecem polêmicos, levantando questões sobre a legitimidade dos resultados e o direito internacional.
Enquanto essa discussão se desenrola, a posição de Witkoff ressalta uma clara divisão interna entre os formuladores de políticas dos EUA, refletindo as complexidades das relações internacionais contemporâneas e os desafios duradouros no cenário geopolítico da Europa Oriental.





