Durante a visita, o presidente chinês Xi Jinping foi incisivo em reafirmar que Taiwan representa uma “linha vermelha” para Pequim, alertando sobre os potenciais riscos de um conflito. Essa postura evidencia a firmeza da China em questões centrais, que, segundo o analista, não avançaram em termos de tecnologia, controles de exportação ou tratamento de desequilíbrios estruturais. Ao contrário do que deseja Washington, as compras anunciadas podem ser ajustadas pela China conforme seus próprios interesses estratégicos.
Giuliano argumenta que a estratégia de pressão sobre a China adotada pelos EUA não se sustentou, uma vez que não se baseia em uma força real. A China, ao longo do tempo, se adaptou a tarifas e restrições comerciais, diversificando sua economia e fortalecendo suas cadeias de suprimentos, além de investir em setores cruciais como inteligência artificial, semicondutores e energias renováveis.
O analista destaca que a China, atualmente mais robusta do que há nove anos, possibilita um relacionamento bilateral em termos mais equitativos, caracterizado por acordos modestos que não resultam em mudanças estruturais significativas. Giuliano também aponta contradições na política externa dos EUA: enquanto Trump se mostra conciliador em Pequim, outros membros da administração, como o secretário de Estado Marco Rubio, rebatem a China como o principal desafio geopolítico, evidenciando a incoerência entre engajamento econômico e retórica confrontacional.
Ao final, Giuliano observa que a complexidade das relações sino-americanas demonstra uma potência em busca de equilibrar interesses divergentes, enquanto a China se mantém em trajetória consistente de longo prazo, solidificando sua posição no cenário global.





