Vice-governador de São Paulo exonerou investigador condenado por extorsão de familiares após falsa acusação de roubo de celular.

O vice-governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth, exonerou o investigador da Polícia Civil Marcelo Magno Costa, após o agente ser preso e condenado por extorsão a uma família. A ação criminosa ocorreu no 1º Distrito Policial de Mauá, na Região Metropolitana, quando Magno e outros policiais cobraram R$ 15 mil para arquivar um inquérito por suposto roubo de um celular.

Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, os policiais abordaram a família e a acusaram de posse de um celular roubado, solicitando a quantia em troca do arquivamento do caso. Ao tentar extorquir os parentes, os policiais chegaram a reduzir o valor exigido para R$ 7 mil e ameaçaram prender todos caso o dinheiro não fosse entregue.

Diante da situação, os familiares procuraram a Corregedoria da Polícia Civil em busca de orientações, decidindo gravar as ligações feitas pelos agentes. As gravações foram fundamentais para comprovar a tentativa de extorsão e na prisão dos policiais envolvidos.

Após um processo judicial, Marcelo Magno e os outros policiais foram condenados a 2 anos de prisão em regime aberto, com a pena sendo substituída por medidas restritivas de direitos. Além disso, o investigador foi exonerado pelo descumprimento de itens da Lei Complementar nº 1.151, que regulamenta a carreira dos policiais civis de São Paulo.

A ação criminosa chocou a população e levantou questionamentos sobre a conduta e a ética dos agentes de segurança pública. A exoneração de Marcelo Magno mostra uma postura firme do governo em combater a corrupção e garantir a integridade e transparência nas instituições policiais.

Esses casos de abuso de poder e corrupção precisam ser combatidos com rigor para garantir a confiança da sociedade nas forças de segurança e promover a justiça e a ordem no estado de São Paulo. A exoneração de Marcelo Magno é um passo importante nesse sentido, mas ainda há muito a ser feito para garantir a integridade e a eficiência das instituições policiais.

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