BaaS: O Futuro dos Serviços Financeiros Focado em Inclusão e Eficiência, Afirma CEO da PayZu Durante Congresso em São Paulo

Nos próximos cinco anos, o setor de Banking as a Service (BaaS), uma modelagem que integra serviços financeiros a plataformas digitais, deverá passar por uma fase de consolidação. Essa é a análise de Aelson Amaral, CEO da fintech PayZu, que enfatiza a transição do BaaS de uma simples camada técnica para uma base operacional capaz de revolucionar as interações entre empresas, parceiros e consumidores. Durante sua participação no I Congresso da ABBAS, ocorrido em São Paulo, Amaral destacou que o BaaS não apenas amplia os serviços financeiros, mas também simplifica as jornadas dos usuários.

Para a PayZu, o verdadeiro valor do BaaS reside na capacidade de reorganizar o acesso aos serviços financeiros. O objetivo é minimizar fricções e respeitar a experiência do usuário, permitindo que os serviços cheguem a locais e públicos que antes enfrentavam barreiras significativas. Amaral sublinhou a importância de uma abordagem centrada no cliente, reforçando que a inclusão financeira vai além da mera abertura de contas. Significa criar caminhos mais diretos e intuitivos, como a abertura de contas via WhatsApp, demonstrando como o BaaS pode facilitar o fluxo de serviços, enquanto processos de validação ocorrem em segundo plano.

A inclusão, segundo Amaral, só se concretiza se as soluções funcionarem efetivamente na ponta. Ele compartilhou experiências relacionadas a regiões como o Amapá, onde a desigualdade no acesso à tecnologia persiste. Em algumas comunidades, práticas rudimentares, como o uso de cadernos para registrar transações, ainda são comuns, evidenciando que a tecnologia deve ir além da digitalização parcial. A verdadeira inclusão financeira se dá quando a jornada é funcional e acessível, eliminando a dependência de métodos manuais.

Outro tema abordado foi a regulação, que Amaral não vê como um obstáculo, mas sim como um fator essencial para a segurança do setor, incluindo regras de prevenção à lavagem de dinheiro e identificação de clientes. A PayZu defende que, embora as regulações possam adicionar complexidade, o desafio reside em encontrar um equilíbrio que reforçe a segurança sem sobrecarregar a experiência do usuário. Para isso, a aplicação de Inteligência Artificial se apresenta como uma solução viável, desde que orientada pela supervisão humana.

Quanto ao futuro do BaaS, Amaral acredita que a especialização não significa um retrocesso, mas sim um avanço, em que soluções mais focadas serão desenvolvidas de acordo com as demandas específicas dos clientes. Ele alerta, no entanto, sobre os riscos de um modelo que favoreça prestadores exclusivos, defendendo que a diversidade é crucial para um ecossistema robusto.

É evidente que o BaaS já se incorporou à infraestrutura financeira moderna, promovendo novas formas de distribuição de serviços com maior automação e integração. A ênfase está em resolver problemas reais, como reduzir fricções e ampliar o acesso, sempre com a experiência do usuário em mente. Amaral finalizou sua participação reforçando a ideia de que o BaaS não é apenas uma tendência futura, mas uma evolução presente que requer atenção constante para que o sistema financeiro se aproxime da vida cotidiana das pessoas.

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