Giovanni Malagò, presidente da FIGC, já havia sinalizado um acordo com Mancini antes do anúncio formal, revelando que o treinador assumirá a responsabilidade de guiar a equipe não apenas nas competições europeias, mas também durante o ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030. Malagò também expressou a importância de se ter um consenso sobre a escolha do treinador, revelou que Claudio Ranieri aceitou recentemente o cargo de diretor técnico, uma decisão que, segundo ele, foi fundamental para dar consistência ao novo projeto.
A escolha de Mancini ganhou destaque após as saídas de Paolo Maldini e Leonardo da FIGC, que renunciaram após desavenças sobre a nomeação de Andrea Pirlo como o novo técnico principal. A dupla, que ocupava cargos chave na estrutura da seleção, estava encarregada de encontrar um substituto para Gennaro Gattuso, que deixou o cargo em abril. Apesar de terem considerado outros nomes, como Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, acabaram por decidir por Pirlo, que teve sua contratação barrada devido a uma relação comercial envolvida com uma casa de apostas russa.
A saída de Maldini e Leonardo foi uma reviravolta inesperada e ocorreu apenas 16 dias após o anúncio de suas contratações. Ambos expressaram sua insatisfação com a decisão da FIGC, que, ao vetar Pirlo, culminou em sua renúncia. Após o episódio, Pirlo utilizou suas redes sociais para lamentar que sua possível nomeação estava atrelada a questões comerciais e reafirmou seu compromisso em seguir as leis dos países onde atuou, além de deixar claro que não compartilha opiniões que lhe foram atribuídas.
Com Mancini de volta ao leme da Azzurra, a expectativa é que o técnico consiga implementar seus conhecimentos e experiência, fornecendo uma nova direção à seleção, que busca recuperar seu prestígio no cenário internacional após anos de desafios e mudanças.
