As autoridades, através de um comunicado divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, especificaram que, além das vidas perdidas, 6.462 pessoas foram resgatadas no esforço contínuo de recuperação. Até o momento, cerca de 86.794 famílias receberam atendimento, demonstrando a dimensão da crise humanitária gerada pela tragédia.
A vice-presidência social da Venezuela informou que, somente em Caracas e La Guaira, aproximadamente 12.800 cidadãos estão abrigados em 80 centros de apoio emergencial. O governo tenta responder à situação crítica, mas essa resposta não tem sido isenta de críticas. Muitos venezuelanos expressam descontentamento, considerando que a assistência chegou com atraso e foi insuficiente para atender às necessidades da população atingida.
A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, defendeu a atuação do governo durante a crise, enfatizando que as forças de segurança foram mobilizadas rapidamente após os terremotos. Além disso, anunciou a criação de uma nova unidade militar dedicada a lidar com emergências e desastres no futuro, como parte de uma estratégia de combate a situações dessa natureza.
O cenário atual é de grande preocupação para o governo e para a população. As estruturas de apoio estão sob pressão, enquanto as equipes de resgate trabalham incessantemente para encontrar sobreviventes e prestar assistência às comunidades afetadas. A magnitude do desastre deixou muitos questionando a capacidade do governo em gerenciar crises desse tipo, levantando dúvidas sobre o planejamento e os recursos disponíveis para enfrentar emergências em um país já fragilizado por desafios econômicos e sociais profundos.
