O impulso para a criação dessa legislação se deu em reação a um projeto de lei que foi aprovado pela Câmara dos Deputados dos EUA, que proíbe qualquer operação comercial entre a Venezuela e o governo norte-americano. Este desdobramento ocorre pouco tempo após o presidente Nicolás Maduro ter expressado a intenção de normalizar as relações com Washington, na expectativa de um novo capítulo nas relações entre os dois países, especialmente após a vitória eleitoral de Donald Trump.
Nicolás Maduro havia cortado as relações diplomáticas com os Estados Unidos em 2019, quando o então presidente Donald Trump reconheceu Juan Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela. A recente aprovação da lei Libertador Simón Bolívar parece refletir uma estratégia do governo de Caracas para combater o que considera interferências externas em sua soberania. O governo venezuelano argumenta que essas sanções internacionais têm contribuído para o colapso econômico e social do país, agravando a situação dos cidadãos.
O clima político na Venezuela continua tenso, e a nova legislação é vista como uma ferramenta para fortalecer o seu discurso contra as potências ocidentais e, em particular, contra os Estados Unidos, que têm sido responsabilizados por muitos dos problemas enfrentados pela nação. A aprovação unânime da lei, portanto, simboliza uma mensagem clara da Assembleia Nacional, que é dominada por aliados do governo, reforçando a resistência da Venezuela às pressões externas.







