Diversos questionamentos surgem quanto à real efetividade e necessidade da iniciativa. Em um contexto em que a mobilidade urbana já enfrenta inúmeros desafios, a imposição dessa mudança parece desconsiderar o impacto negativo imediato no cotidiano dos cidadãos. As 40 placas R-6a instaladas ao longo da avenida, proibindo o estacionamento, são vistas como um símbolo da indiferença das autoridades às necessidades locais.
Para complicar ainda mais a situação, o DMTT programou uma curta e ineficaz campanha de orientação, a ser conduzida pela equipe de Educação no Trânsito apenas na semana que antecede a implementação da nova regra. Tal abordagem gera dúvidas sobre a real preocupação do órgão com a adaptação da população às mudanças impostas.
A reconfiguração da ciclofaixa para um passeio compartilhado é outra medida controversa. Enquanto a proposta de criar um espaço que atenda ciclistas, pedestres e cadeirantes pode parecer positiva, na prática, a execução mal planejada e a falta de clareza sobre a efetiva utilização do espaço levantam sérias preocupações. A faixa verde pintada entre a Rua Carlos Tenório e a Avenida Álvaro Otacílio está longe de ser uma solução integrada e eficiente para a mobilidade.
O diretor-presidente do DMTT, André Costa, tenta justificar as mudanças como incentivos à mobilidade ativa na capital. Contudo, essa visão idealizada não esconde o sentimento de abandono enfrentado por moradores e comerciantes, que veem suas rotinas diárias potencialmente afetadas negativamente, sem que suas vozes e necessidades tenham sido devidamente consideradas no processo.
Essa ação, criticada por muitos como precipitada e desarticulada, reforça a percepção de que as decisões do DMTT estão distantes da realidade vivida pelos cidadãos de Maceió.






