Durante uma reunião realizada em Brasília, Valdemar reiterou sua consideração por Tereza como a escolha ideal para integrar a composição. No entanto, a senadora, que já foi ministra da Agricultura, reafirmou sua intenção de focar em sua candidatura à Presidência do Senado em 2027, descartando assim uma entrada na disputa presidencial neste momento. Valdemar confirmou a falta de acordo e a ausência de uma vice para Flávio, em uma situação que se torna cada vez mais complicada à medida que o prazo se aproxima.
As conversas sobre a definição da chapa têm se mostrado difíceis e, apesar da convenção estar marcada para o próximo sábado, tudo indica que Flávio pode ser oficializado sem um companheiro de chapa, uma vez que as negociações com partidos aliados estão estagnadas e o PL não conseguiu chegar a um consenso.
Valdemar destacava Tereza Cristina como a opção mais vantajosa, elogiando suas características que, segundo ele, são difíceis de encontrar em outros nomes: boa relação com a liderança do Centrão, forte ligação com o agronegócio, baixa rejeição entre o eleitorado e potencial de atrair os votos de mulheres e eleitores moderados.
Essa não é a primeira vez que Valdemar cogita a senadora para o cargo de vice. Desde o início das articulações eleitorais, ele tem insistido para que Tereza adotasse uma postura colaborativa, mas a resposta sempre foi a mesma: sua disposição em seguir com a sua própria candidatura ao Senado.
Com a recusa de Tereza, o PL se vê obrigado a explorar outras opções para a vice-presidência. A administradora Daniella Marques, que se filiou ao Republicanos este ano, surgiu como uma possível candidata, embora sua indicação dependa da resolução de impasses nas conversas entre os dois partidos e da resistência interna dentro do PL. Valdemar, em uma entrevista recente, reconheceu as qualidades técnicas de Daniella, mas levantou a questão de sua capacidade de atrair votos.
No cenário atual, os bastidores da política indicam que a federação entre União e PP pode decidir permanecer neutra, diminuindo assim as chances de outras candidaturas dentro dessas siglas. Nominações como as das deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE) foram, portanto, perdendo força, complicando ainda mais a busca do PL por um nome que possa fortalecer a chapa de Flávio Bolsonaro.





