O USS Abraham Lincoln, que abrigou cerca de 5.000 membros da tripulação, enfrentou condições adversas durante sua estada prolongada no mar. De fato, seu recorde de quase 250 dias sem atracar é um feito notável, mas também vem acompanhado de sérios desafios à manutenção da saúde física e mental dos marinheiros a bordo. Reportagens indicam que as condições de vida se deterioraram significativamente, com relatos de problemas de abastecimento, alimentos estragados e mesmo chuveiros com mofo. A pressão e o estresse levando a tentativas de suicídio entre membros da tripulação foram situações alarmantes trouxe à tona a complicada realidade enfrentada pelos militares.
Relatos de familiares apontam que muitos membros da tripulação estavam com moral em baixa, e tiveram dificuldades para gerenciar o isolamento prolongado. Alguns marinheiros manifestaram sérias preocupações sobre sua situação, com mensagens angustiadas sendo enviadas a suas esposas, expressando desesperança e medo do que poderia acontecer após o término da missão. Apesar da gravidade dessas situações, o secretário da Marinha declarou que as preocupações ligadas à saúde mental foram tratadas durante a missão e que ajustes foram feitos nas rotinas de alimentação quando as entregas de suprimentos frescos eram inviáveis.
Cao tenta minimizar a gravidade das reclamações, afirmando que o retorno do USS Abraham Lincoln é um passo positivo e um sinal de que a missão foi efetiva. Contudo, as vozes dissonantes, incluindo a pressão de parlamentares por inspeções nas condições de vida da tripulação, indicam que a realidade da vida a bordo de um porta-aviões em operações prolongadas vai muito além das declarações oficiais. O USS Abraham Lincoln chegou ao Oriente Médio em janeiro, em meio a uma escalada de tensões que resultou em novas frentes de conflito na região.
