De acordo com a representação, Salles teria se apresentado em um evento que ocorreu três meses antes das eleições, o que infringiria a Lei das Eleições. A acusação sustenta que a presença do ex-ministro do Meio Ambiente no evento compromete a igualdade de condições entre os candidatos e marca uma utilização indevida dos recursos públicos para fins eleitorais. O texto da denúncia argumenta que a inauguração da nova sede da Secretaria Municipal de Cidadania e Parcerias se constitui como uma área de influência eleitoral para Salles, sugerindo que sua participação no evento visa promover sua imagem durante um momento crítico da campanha.
Em resposta às alegações, Ricardo Salles se manifestou afirmando que a representação é infundada e que Gil Diniz estaria utilizando estratégias do que chamou de “centrão” com a intenção de judicializar o pleito. Para Salles, essa postura é uma tentativa de aqueles que não possuem apoio popular buscarem vantagens através de decisões na justiça. Ele defendeu que a cerimônia já havia sido encerrada antes de seu discurso, manifestando a confiança de que a ação será arquivada sem maiores consequências.
A situação se torna ainda mais complexa à medida que, anteriormente, a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo havia feito um movimento para contestar a candidatura de Salles, mas recuou ao reconhecer que ele havia regularizado a documentação que havia motivado a impugnação. Este desenrolar de eventos coloca o candidato em um cenário delicado, ao mesmo tempo em que a disputa política se intensifica em um momento crucial para as campanhas em andamento na região.
