Urgência na Câmara: Hugo Motta diz que medida provisória sobre “taxa das blusinhas” deve ser votada nas próximas semanas para evitar caducidade.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, destacou a urgência em votar a medida provisória que extingue a conhecida “taxa das blusinhas”, uma cobrança de 20% sobre compras internacionais. Em uma declaração feita nesta terça-feira, 11, Motta enfatizou que a aprovação do texto precisa ocorrer “nas próximas semanas” para evitar que a proposta perca sua validade.

A articulação política do governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva busca aproveitar as atividades intensificadas no Congresso nesta semana para avançar na votação de temas de interesse do Palácio do Planalto, com foco especial na referida medida provisória. Para isso, uma comissão mista, composta por deputados e senadores, será instalada na quarta-feira, um passo crucial para a análise do texto.

A data limite para a votação é 8 de setembro, e o governo está particularmente preocupado com o desfecho dessa questão, uma vez que a taxa contrapôs diferentes setores do Executivo e trouxe desgaste em um momento em que as eleições se aproximam. Com o receio de que a medida possa ser deixada de lado até sua caducidade, acredita-se que alguns aliados de Lula possam ter motivos políticos para isso, visando afetar sua imagem antes do pleito.

Na tentativa de buscar celeridade, Motta ressaltou que o tema será debatido na reunião semanal de líderes e que já está em contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratativas acerca da comissão mista. Nesse contexto, a expectativa é que o Supremo governo utilize este esforço concentrado, que abrange atividades legislativas até o início de setembro, para resolver questões pendentes.

Além da MP, outro assunto importante na agenda da Câmara é o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos combustíveis, que busca alterar uma norma da Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir a compensação de renúncias tributárias. Motta afirmou que a proposta é uma “pauta prioritária” e que esforços estão sendo feitos para garantir sua votação o quanto antes.

Por último, um terceiro tema sensível que ocupa as discussões da Câmara é o projeto que visa criminalizar a misoginia. Sob a relatoria da deputada Tábata Amaral, a proposta enfrenta resistências, principalmente por conta de receios de integrantes da bancada evangélica, que questionam a possibilidade de que discursos religiosos possam ser considerados crimes sob a nova legislação. Embora Motta considere a proposta urgente, ele também reconhece que sua votação depende de um consenso que ainda não foi alcançado entre os líderes partidários.

Diante de um cenário eleitoral conturbado, a Câmara dos Deputados se vê diante de desafios significativos, enquanto tenta conciliar interesses diversos e legislar de maneira eficaz para atender às demandas da população.

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