Essa ação não é isolada; em março, Luis Pablo já havia sido alvo de uma operação semelhante, onde seu celular foi apreendido. A atual investigação tem como foco o ex-secretário de governo Raimundo Cutrim, considerado um possível intermediário nas revelações do jornalista. O pedido para a operação foi protocolado pela PF e recebeu a aprovação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os investigadores afirmam que Luis Pablo estaria se utilizando de informações obtidas por meio de relações pessoais com Cutrim e outros, alegando que essas comunicações tinham o intuito de criar uma imagem negativa sobre Flávio Dino.
A situação se complica com a acusação de que Cutrim teria aproveitado seu cargo para conseguir acesso a informações e imagens de veículos que foram publicamente denunciados por Luis Pablo. A PF alega que esses dados foram acessados através de sistemas restritos, levando os investigadores a se depararem com trocas de mensagens entre o jornalista e Diogo Lima, ex-secretário Municipal de Urbanismo e Habitação de São Luís. Essas conversas reforçam a ideia de um esforço deliberado para descreditar o ministro.
Em contraposição, a assessoria de Flávio Dino defendeu que não houve uso irregular de veículos oficiais, esclarecendo que um carro blindado em sua posse foi disponibilizado através de protocolos de segurança em parceria com o STF. A nota destaca que o ministro e sua família vêm enfrentando ameaças constantes, o que justifica um cuidado adicional em relação à segurança deles.
O caso, que tramita em segredo de justiça, levanta questões preocupantes sobre a liberdade de imprensa e os limites da investigação em um ambiente já permeado por tensões políticas. Ao final da nota, o ministro comunica que ações adicionais de segurança estão sendo consideradas, reforçando a necessidade de proteção para sua família e para ele mesmo, à luz dos recentes acontecimentos.
