Ufal 60 anos: vocação da docência – a história de Chico Potiguar


Francisco Vieira Barros, o Chico Potiguar, é uma unanimidade quando o assunto é a temida matemática. Querido por estudantes e docentes, o professor, aposentado compulsoriamente, ainda atua como voluntário e tem sido peça fundamental na formação de alunos da matemática e das engenharias. Com 38 anos de dedicação à docência, Chico faz parte dos 60 anos de história da Universidade Federal de Alagoas.

A matemática cruzou a história da simpática figura logo no início de sua jornada. De acordo com Chico, seu interesse pela disciplina surgiu pelo incentivo de uma tia que, muito afeita aos cálculos, o estimulava passando probleminhas e contas simples para ele solucionar. O interesse cresceu junto com ele, mas, inicialmente, o professor ingressou no ensino superior por outro caminho: a economia. Chegou a cursar três dos quatro anos de graduação, mas o destino apontou para outro caminho.

Em 1974, no ano de criação da Licenciatura em Matemática, o professor ingressou no curso. E, desde então, nunca mais deixou de contribuir com o desenvolvimento da área e com o aprendizado de seus alunos. “Eu acredito que o ensino só cumpre sua função se for de qualidade”, avalia o docente. Fora das salas de aula, auxiliou a desenvolver projetos como o PET Civil e o Paespe, Programa de Apoio às Escolas Públicas do Estado.

O carisma de Chico e sua habilidade para o ensino conquistou professores e estudantes. Na passagem dos seus 80 anos, em homenagem prestada pela Universidade, diversos colegas de trabalho e ex-alunos deixaram mensagens de carinho. “Professor querido demais, excelente, tem o dom do ensino! Memória fora do normal, lembra do nome de todos, mesmo anos depois!! Ah, nos sujava de giz quando caminhava pela sala tocando nossos ombros. Ícone! Um privilégio tê-lo como professor”, afirmou o ex-aluno Arthur Piatti.

“Desde a minha primeira aula com o Chico, me senti muito privilegiado por ter conhecido um ser humano tão genial. Era como que em suas aulas ele fosse ‘construindo peças’ e reservava os últimos 10 minutos pra ‘montar conosco o quebra-cabeça’, dando sentido a cada informação, a toda frase pronunciada… nada era inútil! Um dia assisti numa palestra Rubem Alves dizer que ‘para aprender o cérebro precisa se emocionar’ e compreendi o que eu sentia nas aulas do Chico. Minha percepção sobre o mundo não foi mais a mesma depois do estudo do cálculo”, disse André Albuquerque, estudante de Direito.

“Creio que todos que possuem algum conhecimento, mesmo que pequeno, devem compartilhá-lo com as gerações futuras para que o país se desenvolva, eu estou fazendo a minha parte”, finalizou Chico, que pretende continuar desenvolvendo o dom do ensino e mudando a vida de cada vez mais jovens por meio da educação.

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