O comunicado ressaltou que, após um diálogo com diversas partes interessadas no mundo do futebol, ficou claro que existe uma crescente oposição ao projeto da FIFA. O órgão europeu fez um apelo por uma reorientação das prioridades, enfatizando a necessidade de colocar as associações, clubes, ligas, jogadores e torcedores no centro das decisões. Essa iniciativa, de acordo com a UEFA, é essencial para garantir que o esporte não seja comercializado de maneira irresponsável.
Além disso, a UEFA fez questão de destacar que o prazo estabelecido pela FIFA, que obrigava as associações a escolher entre apoiar suas propostas ou retirar a oferta de um pagamento único, é um indicativo claro da natureza questionável do projeto. A entidade europeia alerta que esse tipo de abordagem ressalta a urgência em redefinir as prioridades do futebol, priorizando valores que vão além da mera lucratividade.
Em um comunicado anterior, publicado na terça-feira, a UEFA já havia manifestado que o plano da FIFA “ultrapassa uma linha que as instituições do futebol jamais deveriam cruzar”. A mensagem foi contundente ao afirmar que a essência e a governança do futebol não estão à venda, e que a FIFA não detém o direito de comercializar o esporte dessa maneira.
Para aumentar a pressão sobre a FIFA, a Federação Inglesa, junto com a Confederação da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) manifestaram apoio à posição da UEFA, demonstrando que a resistência ao plano da FIFA é um movimento cada vez mais forte e unificado dentro da comunidade do futebol internacional. Esse alinhamento sugere um grande descontentamento com políticas que podem comprometer a integridade do jogo em prol de interesses comerciais. As próximas semanas poderão ser decisivas para o futuro do futebol mundial, à medida que as tensões entre as diferentes entidades esportivas continuam a se intensificar.
