De acordo com os detalhes revelados, o ataque envolveu 35 drones FPV (First Person View) que utilizavam sistemas de controle de origem canadense. Estes dispositivos foram abatidos pouco após o seu lançamento, destacando a eficácia das operações de segurança russa. O FSB prosseguiu revelando que a logística para a entrada desses equipamentos em território russo foi complexa. Os drones teriam sido contrabandeados em lotes disfarçados de azulejos espanhóis, passando pela Eslováquia e Polônia, com suposta colaboração de serviços especiais europeus.
A operação foi coordenada por dois cidadãos moldavos que, segundo as autoridades, desempenharam um papel crucial na montagem de um hangar destinado ao lançamento dos drones. Após a finalização dos preparativos, eles teriam deixado o país antes do ataque, levantando questões sobre a rede de apoio internacional envolvida na ação.
Um dos indivíduos envolvidos na operação admitiu ter sido recrutado por uma organização de orientação extremista e tinha a intenção de ser enviado à Ucrânia para participar do conflito contra a Rússia. Além disso, adolescentes com idades entre 13 e 16 anos estariam envolvidos no processo, especificamente na ativação de chips SIM ilegais que foram utilizados nos drones, o que levanta sérias preocupações sobre a exploração de jovens em atividades de natureza militar.
Essa tentativa de ataque não apenas ilustra as tensões continuadas entre as duas nações, mas também revela a complexidade das estratégias de guerra moderna, onde novas tecnologias e a colaboração internacional desempenham um papel significativo nas operações de segurança e nas tentativas de ataque. O desfecho dessa situação pode impactar ainda mais o já delicado equilíbrio de poder na região.
