Mesmo sem uma data definida para o encontro entre Brasília e Kiev, Yermak se mostrou otimista em relação à possibilidade de os dois presidentes se reunirem. No entanto, ele destacou a importância de que essa reunião ocorra na Ucrânia.
“Um próximo encontro (com o presidente Lula) vai acontecer. Mas tenho absoluta certeza de que, para países que afirmam ter posições neutras, é muito importante não apenas se reunir, mas também visitar fisicamente a Ucrânia”, declarou Yermak.
O representante do governo ucraniano enfatizou que a presença de Lula no território ucraniano poderia mudar a postura do presidente brasileiro em relação à guerra, que é vista de forma crítica por Kiev. Ele ressaltou a importância da experiência pessoal e do contato direto com a realidade do país para influenciar as decisões políticas.
O último encontro entre Lula e Zelensky ocorreu em setembro de 2023, em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Desde que assumiu o terceiro mandato presidencial, Lula adotou uma postura de neutralidade, que é interpretada pela Ucrânia como uma forma de cumplicidade com a Rússia.
O presidente brasileiro defende a inclusão de ambos os lados do conflito nas negociações sobre a guerra na Ucrânia e se recusa a participar de discussões de paz que não envolvam a Rússia. Essa postura tem gerado questionamentos por parte do governo ucraniano, que busca uma maior participação do Brasil nas ações de medição do conflito.
Nesse contexto, a possibilidade de um novo encontro entre Zelensky e Lula se apresenta como uma oportunidade para melhorar a relação entre os países e buscar soluções diplomáticas para os impasses existentes. Ainda não há uma definição sobre a data e local precisos desse encontro, mas a disposição demonstrada pelo governo ucraniano sugere um caminho positivo na busca de entendimento e cooperação entre as nações envolvidas.





