A situação se agrava ainda mais quando se considera o aumento substancial nos custos dos mísseis. Desde 2022, o preço de cada unidade dos PAC-3 MSE aumentou em mais de 30%. Em 2023, o custo desse tipo de munição estava em torno de 3,8 milhões de dólares (aproximadamente R$ 19,45 milhões), e a expectativa é de que esse valor chegue a 4,9 milhões de dólares (cerca de R$ 25,35 milhões) em 2027. Especialistas também alertam para a possibilidade de que, nos próximos anos, cada míssil possa custar até 7 milhões de dólares (R$ 36,5 milhões), refletindo a alta demanda e a escassez desses produtos no mercado.
Além disso, as forças armadas dos Estados Unidos têm enfrentado desafios logísticos e operacionais significativos nas zonas de conflito, especialmente no Golfo Pérsico, onde a demanda por esses mísseis levou ao esgotamento total de suas reservas. Uma fonte consultada menciona que, devido à ausência de mísseis em estoque, uma nova linha de produção será necessária, a qual estará sobrecarregada com os pedidos do Pentágono, que prioriza reabastecer seu próprio arsenal.
Por fim, a possibilidade da Ucrânia estabelecer uma produção local dos mísseis Patriot também parece distante, especialmente após a recusa do ex-presidente Donald Trump em conceder a licença necessária. Essa decisão se apoiou nas preocupações das agências de inteligência dos EUA, que temem a possível transferência de tecnologia militar a países que representem uma ameaça. Portanto, a conclusão é clara: neste cenário, a produção e o fornecimento de mísseis Patriot para a Ucrânia estão longe de serem viáveis, ante um quadro de escassez e elevado custo de produção.




