Dentre as 12 companhias aéreas autorizadas a realizar voos panorâmicos, já foram analisadas nove, das quais quatro receberam suspensão das atividades. Essa lista inclui a empresa responsável pelo voo que culminou na fatalidade. No que diz respeito às aeronaves, das 46 autorizadas, 18 foram submetidas à fiscalização, e surpreendentemente, metade delas apresentou problemas de conformidade.
Os resultados das fiscalizações são alarmantes. A Anac encontrou evidências de práticas enganosas por parte de algumas empresas, como a falsificação de relatórios de voo com o intuito de cortar custos de manutenção. Em casos mais graves, duas empresas alteraram os registros das horas de voo, informando apenas dez minutos de operação em vez dos reais 30 minutos. Essa situação levanta questionamentos sérios sobre a integridade das operações de segurança e o cumprimento das normas.
Tiago Chagas Faierstein, presidente da Anac, mencionou em coletiva que, apesar da abrangência da fiscalização, certas falhas só são descobertas em inspeções mais detalhadas. Ele ressaltou que a regularidade dos documentos e a certificação dos pilotos são elementos que precisam ser constantemente verificados. O acidente recente foi um alerta para a necessidade de um controle mais rigoroso, indicando que problemas que antes passavam despercebidos vieram à tona.
Em uma ação adicional, a prefeitura do Rio rescindiu os termos de compromisso com cinco empresas que possuíam autorização para operar no heliponto da Lagoa, entre elas a Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos LTDA, ligada ao acidente recente. Esta medida tem como objetivo diminuir o número de pousos e decolagens na região, que tem gerado descontentamento entre moradores devido ao barulho das aeronaves.
Agora, a única empresa com autorização para operar no heliponto da Lagoa é a Helisul. A mudança reflete não apenas uma resposta à tragedia, mas também um esforço consciente para equilibrar as operações aéreas com a tranquilidade dos cidadãos que residem em áreas afetadas pelo tráfego aéreo. As rescisões foram publicadas no Diário Oficial do Município, reafirmando o compromisso das autoridades em promover um ambiente mais seguro e responsável para a aviação na cidade.



