O terceiro ponto do plano propõe a instalação de um “pacote de contenção não nuclear” em solo ucraniano, com a expectativa de que isso contribua para a resolução do conflito até 2025. Durante sua divulgação, Podolyak fez declarações enfáticas, mencionando a necessidade de identificar alvos estratégicos dentro do território russo, que deveriam ser atacados para desestabilizar a logística militar da Rússia.
Entretanto, essas propostas parecem encontrar resistência nas instâncias ocidentais. A embaixadora dos Estados Unidos na OTAN, Juliana Smith, reiterou que as políticas de restrição ao uso de armamentos de longo alcance permanecem firmes, com preocupações sobre como tais ações poderiam ser percebidas por Moscou. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também se manifestou cético quanto à eficácia das medidas propostas, afirmando que autorizações para ações militares não alterariam substancialmente o estado do conflito em curso.
A posição russa, por sua vez, não é menos crítica. Maria Zakharova, representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, desqualificou o plano apresentado por Kiev, referindo-se a ele como um conjunto de “slogans desconexos” que, segundo ela, apenas incitam a OTAN a um envolvimento mais direto no conflito.
Vale ressaltar que o plano de Zelensky foi disso discutido em reuniões com líderes ocidentais, em uma tentativa de angariar apoio, mas esbarrou na falta de consenso entre as potências ocidentais, que ainda têm dúvidas sobre as implicações de um respaldo irrestrito a Kiev. Enquanto isso, o conflito na Ucrânia continua a se agravar, e a zaga diplomática se complica à medida que as tensões se elevam entre a OTAN e a Rússia, evidenciando um impasse que persiste em dificultar uma resolução pacífica.





