Turquia revela enterro milenar em ânfora de cerâmica, datando do século III d.C. e trazendo antigos artefatos, incluindo moeda do imperador Probus.

Recentemente, arqueólogos fizeram uma descoberta singular na antiga cidade de Hadrianopolis, conhecida atualmente como Eskipazar, no norte da Turquia. Um enterro inédito foi encontrado em um pithos, uma grande ânfora de cerâmica, datado de aproximadamente 1.700 anos, o que o torna um exemplar raro das práticas funerárias da época. Este achado notável está repleto de materiais que fornecem uma visão valiosa sobre o período romano.

Durante as escavações, a equipe encontrou restos humanos, além de diversos artefatos funerários que incluem uma moeda cunhada durante o reinado do imperador romano Probus, o que indica que a sepultura remonta ao século III d.C. A presença da moeda dentro do pithos não é meramente ornamental; ela oferece uma data significativa que ajuda a estabelecer o contexto histórico do enterro. Essa prática de sepultar os mortos em pithos era comum em algumas regiões do Império Romano e é um exemplo de como os costumes funerários variavam ao longo do tempo e do espaço.

Além da moeda, os arqueólogos identificaram sete vasos de cerâmica menores, uma lâmpada de óleo, uma faca e dois grampos de cabelo feitos de osso. Os grampos de cabelo, em particular, oferecem indícios sobre o gênero do falecido, sugerindo que poderia ter sido uma mulher, o que é uma informação interessante para estudos de gênero e sociedade naquele período.

Este achado não apenas enriquece nosso entendimento sobre as práticas funerárias do Império Romano, mas também destaca a importância da cidade de Hadrianopolis como um centro de atividades econômicas e culturais. A partir das escavações, a equipe de arqueologia espera aprender mais sobre a vida cotidiana, os rituais e as crenças das pessoas que habitaram essa região há quase dois milênios.

A descoberta em Eskipazar é um lembrete da riqueza do patrimônio histórico da Turquia e da importância contínua de suas ruínas antigas para a exploração acadêmica e a compreensão da história humana.

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