A coordenação dessa megaoferta é realizada pelo BTG Pactual e é voltada exclusivamente para investidores profissionais, aqueles que podem realizar aplicações a partir de R$ 10 milhões. Essa estratégia sugere que o fundo já possui interessados sólidos dispostos a participar da subscrição, o que reforça sua reputação no mercado.
Estabelecido em 2019, o TRX Real Estate tem se destacado ao investir em uma variedade de propriedades comerciais, incluindo shopping centers, prédios de escritórios e galpões logísticos, obtendo receita através do aluguel desses imóveis. Desde a sua criação, o fundo acumulou um patrimônio líquido de R$ 6 bilhões, gerenciando 115 propriedades e atraindo uma base de 331 mil investidores que diariamente movimentam até R$ 16 milhões em negociações na bolsa, superando até mesmo várias empresas listadas.
Recentemente, o fundo tem se envolvido em aquisições significativas, como a compra de três galpões logísticos por R$ 1,4 bilhão em Guarulhos, considerada uma das regiões mais valorizadas para esse segmento, e a incorporação de um complexo médico que contará com o Hospital Albert Einstein como inquilino.
A nova emissão de cotas terá como finalidade financiar aquisições já anunciadas, além de possibilitar novas transações, incluindo pagamentos através da entrega de cotas, uma prática que já se tornou um diferencial do fundo. O foco continua em adquirir imóveis comerciais em desenvolvimento para locação, assim como em propriedades já ocupadas, utilizando a estratégia de “sale and leaseback” para manter os antigos proprietários como inquilinos.
Mais recentemente, o TRX Real Estate firmou um memorando de entendimento com a Cyrela, prevendo a compra de cinco propriedades por R$ 2,13 bilhões. Entre os ativos estão o Edifício Cyrela Corporate, já alugado para o Nubank, além de quatro galpões logísticos localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essa negociação também facilitará a criação de dois novos fundos imobiliários, onde o TRXF11 atuará como investidor âncora.
Além disso, o fundo está em conversações para adquirir o complexo logístico Log Recife II por R$ 210 milhões, com uma estrutura de pagamento que combina dinheiro e cotas do TRXF11. Segundo a gestão do fundo, essas operações fazem parte de uma estratégia de investir em ativos imobiliários fundamentais para a economia nacional, focando em imóveis de alta qualidade construtiva e localizações estratégicas, com vistas a um crescimento sustentável a longo prazo.
