Dora Gomes é amplamente reconhecida por sua atuação em projetos voltados para o empreendedorismo feminino, além de ser uma voz ativa em causas relacionadas à igualdade racial e à valorização da cultura preta feminina. Sua candidatura representa uma plataforma que busca não apenas a inclusão social, mas também um fortalecimento das vozes que historicamente foram marginalizadas.
A escolha de Dora para a vice é significativa, pois desvia a possibilidade de uma aliança entre PSB e PT, proposta por alguns setores da esquerda local. Os defensores dessa união argumentavam que somente uma chapa homogênea da centro-esquerda poderia oferecer um desafio competitivo à atual governadora Celina Leão, do Progressistas (PP), que busca a reeleição.
Na mesma data, Ricardo Cappelli, candidato do PSB ao Palácio do Buriti, divulgou um vídeo fazendo um apelo à unidade das forças progressistas. Ele expressou seu desejo de ter Grass como seu candidato a vice, percebendo a importância da coesão entre os partidos de esquerda. A construção de uma coalizão unida é vista como vital para enfrentar a concorrência no atual cenário político.
A chapa lulista que se apresenta como alternativa na capital federal também conta com Leila Barros, do PDT, buscando sua reeleição no Senado, e com a deputada federal Erika Kokay, que compete por uma vaga na Casa Alta. O cenário se torna cada vez mais dinâmico à medida em que as convenções se aproximam do fim, e a expectativa por alianças e estratégia de campanha só cresce. A entrada de Gomes na disputa reflete a busca por novas vozes e representações em um campo que deseja se fortalecer frente aos desafios políticos atuais.
