O jantar, além de ser um evento diplomático, teve um caráter inesperado, uma vez que vários assessores esperavam que a assinatura do acordo ocorresse em um formato mais tradicional na Suíça. Essa reviravolta no cronograma levou ao cancelamento da viagem do vice-presidente, JD Vance, que seria o representante da delegação americana na reunião que aconteceria na sexta-feira.
No dia anterior à assinatura no Palácio de Versalhes, Estados Unidos e Irã já haviam formalizado, de forma remota, um memorando que visa encerrar o conflito militar que se intensificou desde 28 de fevereiro. Este documento estabelece uma série de diretrizes, incluindo prazos para a remoção do bloqueio naval imposto pelos EUA e a normalização da navegação iraniana no estratégico Estreito de Ormuz.
Além disso, o Irã se comprometeu formalmente a não desenvolver armas nucleares, embora as discussões sobre o programa nuclear do país devam ocorrer em um acordo à parte, com negociações previstas para os próximos 60 dias. Essas conversas podem resultar, também, na suspensão das sanções econômicas que foram aplicadas contra o Irã.
O memorando, que contém 14 pontos, estipula um cessar-fogo imediato e de longa duração nas operações militares. Durante as declarações à imprensa, Trump esclareceu que os prazos estabelecidos não são rígidos e poderão ser ajustados conforme a colaboração do Irã. Ele ressaltou, no entanto, que, se a cooperação não for alcançada, ações militares poderão ser retomadas.
Trump também afirmou que o Irã poderia continuar com o desenvolvimento de mísseis balísticos, justificando que outras nações na região, como Arábia Saudita e Catar, possuem arsenais semelhantes, e que não haveria objeção em o Irã manter armamentos “proporcionais”. Essas declarações revelam as complexas dinâmicas da política internacional no Oriente Médio, onde questões de armamento e segurança continuam a ser pontos sensíveis nas relações entre os países.





