Historicamente, os assassinatos de JFK, seu irmão Robert, e Martin Luther King Jr. foram cercados por teorias da conspiração e controvérsias, alimentando um imaginário popular que até hoje gera debates acalorados. A decisão de Trump vem em um contexto em que a legislação existente, promulgada em 1992, estipulava que todos os documentos pertinentes deveriam ser tornados públicos até outubro de 2017, exceto nos casos em que a segurança nacional estivesse em risco. Entretanto, sucessivas certificações emitidas pelo presidente Joe Biden em 2021, 2022 e 2023 prorrogavam o embargo, permitindo que agências governamentais revisassem o material e, em alguns casos, retivessem informações.
Trump, em sua argumentação, caracterizou a divulgação dos registros como uma questão de “interesse nacional” e afirmou que a liberação dos documentos já estava “muito atrasada”. De acordo com a ordem executiva, um plano de revisão dos arquivos deve ser apresentado em até 15 dias, envolvendo o assistente do presidente para questões de segurança nacional e outros conselheiros. Após essa revisão, os dados devem ser integralmente disponibilizados ao público.
Este movimento não apenas promete fornecer transparência em relação a casos que ainda suscitam emoções intensas, mas também pode impactar a forma como os novos e antigos líderes dos EUA lidam com a história do país. Com a proximidade da divulgação, o mundo observa atentamente os desdobramentos dessa decisão, que pode reescrever partes do entendimento contemporâneo sobre os assassinatos que deixaram marcas profundas na nação. O que se espera é que, finalmente, o que ficou oculto nas sombras da história possa vir à luz, permitindo um entendimento mais claro dos eventos que moldaram o século XX.