Ambos os sismos foram registrados por meio das estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), uma estrutura que opera sob a coordenação do Observatório Nacional e conta com o suporte do Serviço Geológico do Brasil. A agilidade na localização dos tremores se deve à recente reativação das transmissões de dados das estações sismográficas instaladas na região Sudeste, facilitando a identificação de eventos sísmicos.
Gilberto Leite, sismólogo do Observatório Nacional e da RSBR, assegurou que esses fenômenos estão dentro do padrão histórico de atividade sísmica do Brasil. Segundo ele, o país experimenta pequenos tremores com frequência, resultantes das tensões tectônicas presentes na crosta terrestre. “Na maioria das vezes, esses abalos são de baixa magnitude e não causam sensação entre a população”, explicou o especialista.
Além disso, Leite enfatizou que a margem sudeste do Brasil é reconhecida como a principal zona sísmica offshore do país, onde terremotos de baixa magnitude são relativamente comuns. A repetição de eventos como esses, apesar de chamativa, não representa um risco considerável para a população.
Por outro lado, especialistas destacam que, embora haja uma sequência de tremores recentes, prever a evolução da atividade sísmica na região é complicado. A capacidade atual da ciência ainda não permite determinar a ocorrência de novos tremores, sua intensidade ou a periodicidade desses eventos. “O histórico sismológico da região indica predominância de eventos de baixa magnitude, como os recentes. Mantemos um monitoramento contínuo através das estações distribuídas pelo Brasil”, concluiu Leite, reafirmando a importância dessa vigilância na segurança da população.
