O presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, destacou a gravidade da situação da segurança pública no estado, enfatizando que os riscos associados às eleições não são apenas casos isolados, mas sim um fenômeno estrutural que requer atenção imediata. Segundo ele, a realidade fluminense apresenta uma série de complexidades que tornam necessário o envolvimento das Forças Armadas e outras instituições de segurança.
A solicitação de reforço foi formalizada pelo governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, em junho. Agora, a decisão final sobre a aprovação do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficará a cargo dessa instância superior.
Vale lembrar que, em eleições anteriores, o estado já havia recebido apoio federal, com a presença das Forças Armadas durante o primeiro turno das eleições de 2022 e em operações projetadas para 2024 em 32 municípios fluminenses. Em um movimento adicional para garantir a segurança durante o pleito, o TRE-RJ também lançou o Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional (Gaesi), que reunirá representantes das diferentes esferas de segurança — municipal, estadual e federal.
Essa nova estrutura tem como objetivo principal prevenir e combater quaisquer ações criminosas que possam ameaçar a lisura e a regularidade das eleições, garantindo a proteção de todos os envolvidos, incluindo eleitores e servidores da Justiça Eleitoral, além dos bens móveis e imóveis necessários para a realização do processo.
O Gaesi contará com a participação de diversos órgãos, entre os quais estão a Procuradoria Regional Eleitoral, o Ministério Público do Rio de Janeiro, diversas secretarias de segurança pública e militar, a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro, formando um esforço conjunto para assegurar um ambiente seguro e tranquilo durante as próximas eleições no estado.
