Suspeito de se passar por policial é preso no Rio de Janeiro após aplicar golpes e ser encontrado com armas e documentos falsificados

Uma operação do setor de inteligência do Detran do Rio de Janeiro resultou na prisão de um homem suspeito de se disfarçar como policial e agente do órgão para a prática de estelionatos. O indivíduo, identificado como Fábio Borges de Oliveira, foi detido em flagrante na última sexta-feira, na Avenida Brasil, em Manguinhos. Ele já possui um histórico criminal extenso, com 28 anotações relacionadas a crimes, grande parte ligada ao “golpe do amor”, uma prática comum em fraudes amorosas.

De acordo com as autoridades, Fábio se apresentou falsamente como policial militar ou rodoviário, além de afirmar ser servidor do Detran, com o intuito de obter vantagens financeiras de suas vítimas. A operação que culminou na sua prisão contou com a colaboração de agentes da 23ª Delegacia de Polícia, situada no Méier.

Durante a abordagem, realizada por volta das 16h30, os oficiais interceptaram Fábio enquanto ele conduzia um Nissan Kicks branco. A busca no veículo resultou na apreensão de um revólver calibre .38 com numeração raspada, uma capa de colete, uma calça de padrão tático, além de documentos de identidade e dois espelhos de Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Também foram encontrados comprovantes de depósitos bancários totalizando R$ 23,5 mil, o que levanta suspeitas sobre a origem do dinheiro.

As investigações apontam que Fábio estava sob investigação por fraudes relacionadas a empresas de locação de veículos. Suspeita-se que ele encomendava carros em nome de terceiros, os quais eram depois vendidos para membros do tráfico de drogas no Morro do Turano. Os veículos, nesse contexto, estavam sendo submetidos a processos de clonagem para facilitar sua venda.

Além disso, existe a suspeita de que Fábio mantinha uma conexão com um despachante de veículos em Araruama, e investigações estão em andamento para desvendar possíveis fraudes envolvendo funcionários do local, bem como a facilitação de documentos ilegais, como identidades e habilitações.

O caso foi registrado na 23ª DP por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, e a prisão em flagrante foi adicionada ao boletim de ocorrência de forma subsequente, sinalizando a gravidade da situação e o comprometimento das autoridades em desmantelar as atividades criminosas.

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