O crime, que ocorreu em março de 2018, ainda permanece sem uma resposta definitiva sobre quem foi o mandante por trás da execução. Mesmo com a prisão dos executores, a figura que orquestrou o assassinato ainda não foi identificada. No entanto, as recentes delações premiadas de dois ex-policias militares trouxeram à tona novas informações que podem ser cruciais para desvendar esse mistério.
Élcio Queiroz, o motorista do carro utilizado no crime, fechou um acordo de delação premiada em 2023, revelando detalhes do planejamento e da execução dos assassinatos. Além disso, Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, também resolveu cooperar com as autoridades, firmando um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Ambas as delações apontam para o possível envolvimento do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Inácio Brazão, no crime.
A transferência do caso para o STF indica que as investigações podem estar se aproximando de uma resolução, uma vez que certas autoridades possuem foro privilegiado nesse tribunal. A mudança de jurisdição demonstra a importância que o caso Marielle Franco ainda tem para a justiça brasileira, que busca incansavelmente por respostas e por justiça para um dos crimes mais emblemáticos da história recente do país.
Com novos elementos surgindo e a colaboração de indivíduos envolvidos no crime, espera-se que em breve a verdade por trás do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes seja finalmente revelada, trazendo um pouco de paz e justiça para suas famílias e para a sociedade como um todo.
