“Graças a Deus, Monique está presa. Ela está voltando para um lugar de onde nunca deveria ter saído. Monique solta é um risco para o processo, para as testemunhas e para a própria busca da verdade,” declarou Leniel, ressaltando a gravidade da situação e seu compromisso contínuo em procurar justiça para seu filho. Ele enfatizou a importância de um ambiente seguro para as testemunhas, afirmando que permitir que a acusada permanecesse em liberdade seria não apenas um erro, mas uma ofensa à justiça e à sociedade em geral.
A prisão de Monique foi executada após uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que determinou seu retorno à custódia. A acusada se apresentou voluntariamente à Polícia Civil na 34ª Delegacia de Polícia em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde um mandado de prisão preventiva foi cumprido. Vale lembrar que, no mês anterior, Monique havia sido liberada pela juíza Elizabeth Machado Louro, que considerou sua prisão anterior ilegal. No entanto, essa decisão foi contestada por Mendes, que reiterou a necessidade de sua detenção, citando indícios de coação de testemunhas e a gravidade dos crimes.
Gilmar Mendes ainda refutou a alegação de excesso de prazo, apontando que o adiamento do julgamento foi devido a procedimentos relacionados à defesa, incluindo o abandono do plenário por um advogado de corréu. O ministro também destacou que, durante seu período de prisão domiciliar, Monique teria coagido uma testemunha vital para o caso, o que comprometia ainda mais a busca por justiça.
A morte de Henry Borel, um garoto de apenas quatro anos, repercutiu intensamente na sociedade e levantou questões sobre a proteção de crianças e a responsabilização de adultos envolvidos em sua segurança. Leniel Borel, determinado, prometeu não desistir até que justiça seja feita: “Meu filho Henry merece justiça e eu não vou parar, não vou recuar e não vou me calar até que ela seja completa.”
