Além de conquistar o Grande Prêmio Brasil, Leandro havia vencido outra prova de Grupo 1 em seu novo emprego, e a expectativa era de que ele continuasse a se aprimorar em termos de preparo físico e alimentação, uma vez que tomou a determinação de ficar em excelente forma para as competições. Sua companheira, Victoria Mota, também jóquei, descreveu o acidente como uma fatalidade, ressaltando que o cavalo não fez a curva como deveria e, ao se desviar, acabou provocando a queda de Leandro, que se chocou contra uma cerca.
Victoria destacou que o fato foi totalmente inesperado e que, se o cavalo tivesse caído em uma trajetória ligeiramente diferente, a tragédia poderia ter sido evitada. Apesar das lesões anteriores que Leandro havia enfrentado durante sua carreira, incluindo fraturas em clavículas e outras partes do corpo, sua saúde parecia estável e ele tinha voltado a montar sem preocupações.
Natural de Recife, Leandro iniciou sua trajetória no turfe montando pôneis desde os 9 anos, tendo se mudado para o Rio de Janeiro aos 16 anos para seguir sua paixão. O sonho de se tornar um grande jóquei, aliado ao amor por sua filha Manoela, nascida em julho de 2025, tornava sua vida ainda mais especial. Victoria ressaltou que Leandro, mesmo diante das adversidades, sempre mostrou uma força extraordinária e foi um pai dedicado e amoroso.
A morte de Leandro deixou uma lacuna profunda na comunidade turfística, que agora se une para apoiar a família em um momento de intensa dor e perda. O velório está previsto para ocorrer na quinta-feira, com os detalhes ainda a serem definidos pela família.
