Maria Luiza, que trabalha como diarista em Belo Horizonte, recorda com tristeza seu último momento com Lavínia antes do acidente. Em um relato emocionado, ela conta que a menina gritou pedindo ajuda, e, numa tentativa de protegê-la, recomendou que a filha abraçasse sua irmã. Essa cena traumática reflete a angustiante situação vivida no interior do ônibus, que segundo relatos, estava em alta velocidade antes de capotar. A família viajava com o intuito de conhecer a cidade do Rio de Janeiro, e além de Maria Luiza e seus filhos, estavam sua tia, que fraturou a coluna, e sua cunhada, com ferimentos leves.
As investigações indicam que o ônibus envolvido no acidente operava sem a devida autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e que a empresa responsável pelos transportes não estava habilitada para realizar o trajeto. A empresa Dinna Elles Turismo, supostamente proprietária do veículo, vendeu a operação para outra empresa, a PIT Tur Transportes Ltda., que também não possuía licença.
O acidente, que ocorreu por volta das 4h30, levou 10 pessoas à morte, com 25 feridos sendo levados a hospitalizações em unidades de saúde da região. Os corpos foram enviados para identificação no Instituto Médico-Legal e a maioria dos feridos já se encontra fora de risco.
Uma estratégia de emergência foi rapidamente implementada pelas autoridades, que mobilizaram equipes do Samu, Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Federal para a operação de socorro. A situação ressaltou a tragédia que envolveu não apenas a perda de vidas, mas também a quebra de esperança de uma família que almejava um dia de lazer e descoberta em um novo lugar. Enquanto a dor da perda se instala, a família de Maria Luiza enfrenta desafios logísticos e emocionais, buscando soluções para o retorno dos corpos de Lavínia e Priscila a Belo Horizonte, ao mesmo tempo que apela por justiça e respostas sobre as circunstâncias que levaram a essa tragédia.




