Entre os atingidos, estava José Heitor Dias Cerqueira, o menino de quatro anos, que não sobreviveu aos ferimentos. Morador de Salvador, ele estava passando as férias com o pai quando foi atacado enquanto brincava. Uma moradora do local, que preferiu manter sua identidade em sigilo, relatou que ouviu cerca de 20 disparos e desceu rapidamente para a praça, onde encontrou o menino baleado e várias pessoas em desespero. “A família está inconsolável”, comentou, visivelmente abalada.
A mulher, que vive na região há mais de três décadas, expressou a surpresa e a indignação que o ataque gerou entre os moradores, que sempre consideraram o bairro Pantanal um lugar tranquilo. “Aqui, você pode entrar e sair a qualquer hora, até mesmo de madrugada. A tranquilidade que tínhamos se acabou”, lamentou, ao descrever a violência que interrompeu um momento de lazer.
Testemunhas sugerem que o ataque pode ter sido mais um capítulo de disputas entre facções criminosas, especificamente entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro. As informações preliminares indicam que os autores dos disparos podem ter se deslocado do bairro vizinho de Perequê, sob influência do TCP.
Um adolescente de 14 anos, que também foi ferido, forneceu informações à polícia sobre o momento do ataque, revelando que estava na praça conversando com o pai de sua namorada. Segundo seu relato, os suspeitos desceram de um veículo e dispararam em sua direção. Os policiais já coletaram evidências no local, incluindo estojos de munição.
A prefeitura de Paraty divulgou um comunicado expressando seu profundo pesar pela morte da criança e pelas demais vítimas do ataque. A administração municipal anunciou a mobilização de recursos para oferecer suporte às famílias afetadas e um acompanhamento próximo do caso junto às forças de segurança.
Esse incidente trágico reflete a crescente violência que tem assolado a região, marcada pela forte atuação de facções criminosas que buscam expandir seu domínio, similar a outras áreas do estado. A comunidade clama por medidas mais eficazes que garantam a segurança e a paz para as famílias que habitam o Pantanal, outrora um refúgio de tranquilidade.





